terça-feira, 16 de junho de 2015

A Obra

Sinopse do espetáculo
O bailarino explora o espaço levando em seu carrinho de mão as ‘ferramentas’ do seu trabalho, levando o público a um canteiro de obra onde, além de se deparar com experimentações sonoras e rítmicas baseadas em uma construção civil, irá se surpreender com um operário que mergulha na sua rotina e utiliza suas essências culturais e artísticas como ferramentas criativas, construindo seu entorno e reconhecendo a ele próprio.

Reflexão da Obra
Neste solo de dança, Deca Madureira se inspira na imigração nordestina para propor reflexões sobre as características sociais, culturais e políticas que formam a cidade de São Paulo.
As questões propostas - Quem ergue uma cidade? Quem constrói uma comunidade? Quais elementos formam uma pessoa? – partem da investigação


e reflexão feita pelo bailarino sobre a inserção do imigrante no mercado de trabalho (possibilidades limitadas para alguns e melhores para outros), da observação de um grande número de nordestinos, trabalhadores de mão-de-obra na construção civil, limpeza, serviços comuns em comércios, no transporte público. E de que, em seguida, somos capazes de lembrar daqueles que atuam no campo das artes: música; dança; teatro. Mas também existem imigrantes e descendentes deles, engenheiros, arquitetos, empresários, médicos, mas por que não nos lembramos disso tão automaticamente? Por que imigrantes nordestinos, independente da área de atuação e do tempo em que vivem na cidade, são muito lembrados pela sua origem geográfica e nem tanto pelo papel que desempenham em uma sociedade?

Deca Madureira usa sua próprias ferramentas para construir sua obra – ou ser construído por ela. Sombrinha de Frevo, pandeiro, alfaia, DM5 (bateria eletrônica), carrinho de mão, cones sinalizadores, blocos para empilhar e sua inconfundível Dança Brasílica são os elementos usados em cena para desenhar o ‘Canteiro de Obra’.

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